Da mulher que sofre, à que se honra por parir

Há uns dias atrás te falava sobre a importância de detectar e transformar as crenças subconscientes limitantes em relação ao parto, para a real criação de uma experiência desejável, positiva e gratificante.

Hoje gostava de te contar o seguinte:  nos meus dois partos tive a oportunidade de reconhecer conquistas e dívidas para comigo mesma; sentir fortalezas e fraquezas; compreender contradições e congruências; desfrutar das seguranças e ultrapassar os medos… penso que é impossível não concordarmos em que há um antes e um depois do parto, para toda mulher!

Na minha opinião o aspeto chave para irmos mais além da filosofia da dor e do sofrimento -e atrever-nos a receber as revelações que a Mãe Natureza ou Deus, nos têm reservadas- é reconhecer o valor deste ritual, para poder reconhecer o valor de quem o faz: Mas afinal quem o faz??

É a mulher parideira, quem…
* Passa pelas próprias trevas, por puro amor.
* Quem encara os seus maiores medos e ainda assim não recua.
* Quem dá à luz uma nova EU.
* Quem começa a acreditar que “se afinal fui capaz daquilo, também posso ser capaz de…”.
* Quem se descobre no seu parto: sensações, ideias imaginadas…
* Quem honra como valiosas âncoras, o toque e a voz d@ seu acompanhante.
* Quem fica orgulhosa de saber o que é uma contração.
* Quem se desintegra, reinventa e renasce para acolher a nova vida.

Reconhecer o valor do parto, foi para mim fundamental, para o reconhecer as capacidades dos meus filhos. Afinal apenas os vi, já tinham realizado o seu primeiro sucesso na vida! Em honra disso o meu filho maior leva o nome de Valentin…uma forma de o consagrar como “o valente e  valioso”.

Uma vez que é urgente mudarmos -para melhor- as nossas crenças sobre o parto, precisamos de compreender que: se não nos reconhecemos como protagonistas –o elemento de maior valor e importância na história- pela intensidade dos desafios que este ritual de passagem nos oferece e nos veremos, sentiremos e atuaremos como vítimas destinadas a sofrer.

Por nós e pela importância que a experiência da chegada à vida tem para todos, é preciso reformularmos aquilo que queremos para o nosso parto, como nos queremos sentir, o que precisamos realmente e também, o que decidimos acreditar! Precisamos mudar mentalidades, significados e revalorizar o nascimento dos nossos filhos -seja ele como for- se queremos que um dia, eles o venham a ver como algo positivo e natural… como uma celebração da vida. É também preciso aprender a honrar os nossos corpos, a nossa força, o nosso instinto, a nossa convicção-coragem-loucura, a nossa capacidade de dar e receber a vida: com ou sem cursos, companheiros, leituras, bolas, relógios, aromas, visualizações ou vídeos.

Conta comigo para te ajudar a transformar as tuas crenças limitantes e transformar-te numa mulher muitíssimo mais empoderada, confiante e autoconhecedora! Estou ao teu serviço, para te inspirar e acompanhar na criação de uma experiência de tranquilidade, gratidão, consciência, intimidade e desfrute pessoal.

Com amor, Rita de Sousa

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