Nascer pode deixar-nos profundas marcas

Afirma a Psicologia Pre-perinatal que embora cada experiência de nascimento seja única, todos vivemos em comum a experiência fisiológica -em maior ou menor intensidade- da estreita, prolongada e desconhecida passagem pelo canal de parto e do inesperado desapego físico do corpo da nossa mãe.
 
Deixamos de sentir a contenção e a segurança dos limites da matriz e a trocamos pelo espaço vazio -e provavelmente mais frio- do lugar onde nascemos;
 
Deixamos a segurança do oxigénio umbilical permanente, abundante e cálido, pela sua entrada intempestiva pela garganta e pulmões, combinada com a sua carência nas primeiras respirações, devido ao corte precoce da fonte de oxigénio e ferro do cordão umbilical;
 
Trocamos a certeza de pertencer a algo maior e estar sempre protegidos -através da conexão íntima com a nossa placenta- pela urgência de ser resgatados pela mãe e acolhidos numa família em paz;
 
Trocamos a paradisíaca vida uterina -uma realidade que nem sempre existe e disponível para cada vez menos bebés- pela sensação de apenas termos sobrevivido a uma catástrofe no nosso ecossistema e de já ter que lidar com desconhecidos e inesperados perigos;
 
Trocamos a eternidade da vida na matriz, pela impermanência do mundo exterior;
 
Trocamos a escuridão, pela luz; a agua pelo ar; o fluir orgânico do movimento materno, pela quietude do decorado e bem cheiroso, berço.
 
Trocámos uma provável fusão com o universo mental-emocional-fisiológico-energético-espiritual materno, pela possível angústia de não saber quem somos cá fora, nem a quem pertencemos.
 
Conhece alguns sinais do Trauma Perinatal:
 
~ se te sentes inseguro, ansioso, paralisado perante mudanças;
~ se te sentes desconectado de ti ou de alguma força superior que te sustenta;
~ se respirar é difícil;
~ se estar em grandes espaços ou rodeado de muitas pessoas, é angustiante;
~ se não sabes quem és, o que queres para ti;
~se os teus relacionamentos íntimos te desvitalizam, em vez de nutrir.
 
Transforma-te com a T.C.V. e realiza os teus próprios milagres!
Com amor,
Rita de Sousa
A guardiã da vida

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