Tudo é possível

Sempre acreditei que tudo é possível!

Quando em adolescente comecei a dar passinhos na direção dos meus interesses e querendo comprovar a minha visão, deparei-me com um sem fim de sensações e perceções que me bloqueavam, atemorizavam e sabotavam tanto a relação comigo mesma, como a satisfação das minhas experiências. Nessa altura não fazia ideia, de que se tratavam de memórias do meu Guião Natal – experiências emocionais e conclusões mentais gravadas no momento da minha conceção, quando entrava ao útero e ao óvulo fecundados e desapegava do cordão umbilical de luz com a Fonte da Vida; durante os 9 meses de gestação; no meu nascimento e até aos 7 anos – e daquilo que  captei nos comportamentos e na expressão dos adultos mais significativos da minha infância.

Conhecia-me muito bem a rejeitar-me e desvalorizar-me e comecei a acreditar que: a) “só seria possível alcançar os meus sonhos, se me esforçasse imenso”; b) “que tudo dependia da minha entrega e capacidade” e c) “que era unicamente minha responsabilidade: o sucesso e o fracasso”.

Esta forma de pensar e sentir -aquilo que chamo um padrão condicionante – aprisionou-me numa guerra interior permanente, impediu-me de conhecer o sentimento de inocência já desde a infância e criou uma visão limitada da vida e de mim. Embora me tenha impulsionado a procurar experiências riquíssimas, dado uma disposição extra para conquistar ou ir mais além do convencional; também me levou a adorar o Deus do Sacrifício e construir uma relação comigo mesma baseada na rejeição, insuficiência, hiper exigência, culpabilização e hostilidade. Sentia uma enorme paixão por estar viva -e queria tanto a aproveitar ao máximo – mas não sabia viver fora do circulo da autodesaprovação, tensão e ansiedade.

A necessidade de sair dessa realidade e imposição de “ter que ser capaz” de me ajudar a mim própria, fizeram com que não fosse possível ignorar este silencioso sofrimento. Estava claro para mim que grande parte das minhas dificuldades estavam associados à falta de apego com que -eu sentia- tinha sido acolhida pelos adultos em criança; que algo errado estava a acontecer-me; que o meu corpo também sofria e se revelava através de dolorosas contraturas musculares, que me davam os bons dias da ponta da cabeça aos pés, todas as manhãs durante anos. Precisava de encontrar uma forma de resolver e isso levou-me à psicoterapia aos 15 anos, às escondidas da minha mãe, uma vez que na altura já trabalhava aos fins de semana e podia pagar alguns dos meus gastos pessoais, como boa adolescente responsável.

O facto de acreditar em que “se eu me conhecesse a mim própria, conheceria o mundo” – e a ideia de conhecer o mundo era algo que despertava em mim uma emoção e expansão nunca antes sentida – falou junto com a necessidade e me fez seguir a voz da minha Mestra Interior e dar primeiros passos instintivos na direção da Curandeira em mim. A minha criança interior ferida, gritava em auxílio… apenas 16 anos de existência e já tantos razões para curar.

Com 17 anos conheci o Reiki e com ele o Pensamento Criativo, da mão da grandiosa Louise H. Hay. Tornei-me uma comprometida praticante durante os 10 anos seguintes: (re)afirmava o meu valor pessoal, o meu merecimento, a minha inocência, a ajuda do universo, etc… foram anos de intensas surpresas, magia e cumplicidade com pessoas que ainda hoje, são amigos de caminhada. Porém o que obtinha da vida não chegava a ser o que desejava; obtinha coisas que não desejava e acima de tudo, nenhuma conquista era suficiente para sentir-me satisfeita e aceitar-me tal como era. Claro que também me sentia rejeitada, desvalorizada ou excluída pelos demais.

Com os anos comecei a achar que “aquele método não era suficiente, tal como eu…”, Ainda acreditava que tudo era possível, mas agora tinha a plena consciência de que realmente não sabia como fazê-lo! Percebia que levava semeadas em mim, um sem fim de razões pelas quais “não me seria possível alcançar o sucesso na vida” por muito que me esforçasse”e que me levaria uma vida inteira a transformar crença limitante a crença limitante “até estar totalmente curada”.

Muitas mais aprendizagens se sucederam, até que aos 24 anos, conheci o Rebirthing enquanto lia acerca do nascimento natural, para dar á luz o meu primeiro filho. Da mão de Bob Mandel fez-se luz dentro de mim: “de acordo à forma como se nasce e como se é recebido pelo mundo, se manifesta umas ou outras limitações na consciência humana , devido ás feridas emocionais que esse evento nos pode produzir.

Percebia agora a forte razão pela qual tinha procurado um lugar onde poder ter um parto sem violência -o nome que deva na altura- e receber o meu filho com amor e respeito! Percebi que a receção industrializada das crianças que nascem, tem um impacto nelas, que as pode acompanhar o resto das suas vidas! Um novo mundo se abriu perante mim e comecei a compreender alguns grandes porquês “da vida não estar a oferecer-me o que eu esperava dela”… tudo estava relacionado com a forma como os pensamentos mais enraizados em mim, moldavam a realidade à minha volta!

Olhando hoje para trás, vejo como fui abençoada por toda a informação que me chegou numa época onde São Google ainda não era adorado, mas vivendo na Argentina, um pais de mentalidade psicologista, aberta e tão generosa em educação!

Comecei a entrar em contacto com tudo o que me chegava aos olhos sobre autodesenvolvimento, nascimento e espiritualidade, até que conheço em Portugal a parteira holística Lurdes Rodeia e o seu trabalho com o Rebirthing, junto a Iara de Lima, uma mulher profunda e sábia terapeuta, brasileira, que vem dar formação profissional em Portugal nesta área. As minhas três Eus – a Mestra, a Curandeira e a Criança Ferida Interior- mais a minha segunda filha nos braços, demos as mãos e nos fundimos numa inesquecível experiência de 3 anos, para a certificação profissional como Terapeuta de Rebirthing, entre o ano 2009 e 2012.

Integrei a maravilhosa ferramenta quântica da respiração conectada, consciente e ritmada e renasci com uma visão de mim e da vida, plena de amor, inocência e confiança. Ganhei consciência de que existem milhões de pessoas no mundo, a viver as consequências dos seus traumas de início de vida…

Cocriei grandiosas transformações a todos os níveis do meu universo interno e externo – identidade, autoestima, autoconfiança e poder pessoal, sexualidade e criatividade, comunicação, prosperidade, desenvolvimento profissional e visão espiritual da vida – porém surgiam imprevistamente comportamentos e atitudes em mim -mecanismos inconscientes subtis – para não manifestar o sucesso que desejava. Me sentia enriquecida, grata mas também novamente frustrada… parecia estar a escalar uma montanha e nunca chegar ao topo para poder espetar a minha própria bandeira!

Até que um dia pesquisando -algo que faço de forma permanente – e lendo sobre o símbolo da Flor da Vida, senti uma enorme paixão e visualizei claramente um mapa para desenvolver a minha missão nesta vida. Uma compreensão diferente da realidade se manifestou para mim, deitando por terra as minhas antigas perceções. Progressiva e suavemente fui fazendo mudanças muito estruturais na minha vida: comecei a trabalhar “à séria” nos meus dois projetos como terapeuta ocupacional (T.O.) holística – o Crescer com Yoga e o Nascer em Liberdade – mais tarde despedi-me do meu cargo de T.O. da instituição onde trabalhava há 9 anos; nos entretantos finalmente encontrei uma forma pacífica de concluir com uma relação conjugal de mais de uma década e fui iniciando um novo percurso, desde a certeza de que “se estava na vida era para realizar os meus sonhos e que a minha vida não podia parecer-se a algo menos que um milagre”. Pensava eu: tanto esforço para chegar até aqui, não poderia ser para envelhecer a sonhar com o que nunca me tinha atrevido a ser e fazer, comprometidamente! Desde então tenho arregaçado as mangas e abraçado profundamente os meus mais íntimos desejos!

Um ano mais tarde procurava no São Google, formas de expandir a Terapia Pré e Perinatal no atendimento à distância e também algo que me permitisse dar um salto qualitativo no meu método terapêutico. Mais uma vez voltei ao estudo e a Física Quântica -da mão da Flor da Vida- com as suas aplicações na cura e na transformação da consciência, se revelou como o novo desvio a fazer.

Fiz consultas de diferentes abordagens, descobri ferramentas novas e treinei-me na sua utilização. O que me trazia de novo? Ser capaz de alterar a minha realidade interna, com a força de uma clara intenção, para cocriar uma realidade externa  concreta na minha vida! Foi um alívio já não precisar de meses/anos de esforço, para integrar um pensamento ou uma emoção, que agora o fazia em questão de minutos! Manifestar essas mudanças cá fora é outro capítulo, do qual te falarei noutro artigo.

Cada vez vivo mais a perceção de que tudo é possível. Sinto, sei e comprovo todos os dias comigo e com as pessoas que acompanho, que a natureza é criativa e criadora e que nós fazemos parte dela!

Junta-te a mim: segue um caminho simples, amoroso, criativo e altamente empoderador, para seres o/a guardião/ã da tua vida!

Este Artigo Tem Um Comentário

  1. Rita querida! Tu és uma Surpresa Maravilhosa para o Mundo. Reconheço a tua Luz e tua Força de Materialização e desejo-te cada vez mais Facilidade e Leveza na Vida e os teus Projetos. Receba um abraço daqui desta sua Fã Brasileira, que te Ama e que sente-se Inspirada por ti. Beijo imenso.

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